RESENHA/IMPRESSÃO: O Homem de Giz
Livro: O HOMEM DE
GIZ
Resenha/Impressão–
⭐⭐⭐
Editora: INTRÍNSECA
Autora: C. J.
Tudor
Páginas: 272 – 2018
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- “Nem sempre o que nos
molda são as nossas realizações, e sim as nossas omissões. Não necessariamente
as mentiras, apenas as verdades que não dizemos.”
Página 138
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Em
meados de 1986, um crime brutal abala a cidade de Anderbury, no interior da
Inglaterra. E o que mais choca nisso tudo, é que crianças tenham encontrado o
cadáver esquartejado da garota espalhado pelo bosque. O que não sabemos nesta
história é que a ligação dessas crianças com os desenhos de homens de giz que
indicam o caminho até as partes despedaçadas da garota. As crianças passam a
ser peças de um quebra-cabeças cheio de omissões e culpas. Precisamos porém,
voltar para onde tudo começou, para entender este mistério que os atormenta até
os dias de hoje.
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Durante
as férias de verão os amigos, Gav Gordo, Mickey Metal, Eddie Monstro, Hoppo e
Nick, passam a maior parte dos dias se divertindo, andando de bicicleta e
criando mensagens em códigos através de desenhos de homens de giz nas calçadas.
Cada um deles possui uma cor de giz para indicar quem está chamando, ou
marcando a reunião. Pouco antes das aulas recomeçarem, os amigos vão à uma
feira para se divertir nos brinquedos e um terrível acidente coloca a vida de
muitas pessoas em risco. O brinquedo Twister quebra, provocando mortes e
deixando pessoas gravemente feridas. Eddie presencia tudo e fica em estado de
choque até que se vê obrigado a ajudar um homem estranho e terrivelmente esquisito
que tenta socorrer uma garota que foi parcialmente dilacerada por metais soltos
do brinquedo.
Após
alguns dias Eddie descobre que aquele homem estranho será o novo professor de
inglês da escola, conhecido como Sr. Halloran.
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O
livro passa simultaneamente em 1986 e 2016, e é contado à partir do ponto de
vista de Eddie, hoje um adulto , professor de inglês da escola onde o mesmo estudou.
Eddie não é casado, continua morando na mesma casa de sua infância e possui uma
inquilina muito mais nova, e um tanto excêntrica, chamada Chloe. Esta, veremos
mais à frente, que desempenha um papel um tanto estranho e sombrio na trama.
Basicamente
não se pode ser dito muito sobre o livro sem revelar algum spoiler, porém
apesar de a autora ter uma escrita fluída e gostosa, o enredo do livro não é uma coisa inovadora, na
verdade, parece mais um rascunho superficial de It – a Coisa, e outras obras de
suspensa/terror que envolvem crianças, porém, sem o elemento “sobrenatural”. O que
fica marcado aqui na verdade é a humanização da obra, uma série de eventos e
escolhas que os protagonistas fazem, os levam a determinadas situações, porém
isso se mostra em forma de coincidências bizarras e forçadas, acompanhadas de
atitudes grotescas. Talvez isso se deva à falta de desenvolvimentos dos demais
personagens, fazendo com que eles se tornem fracos e rasos, sendo que, tinham
tudo para serem melhor desenvolvidos e aproveitados.
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Tais
justificativas me incomodam um pouco, uma vez que apesar de o enredo ser
previsível e muito cronometrado com as “coincidências”, o final em si, aquelas
4 últimas páginas finais, me deixaram realmente impactada.
Eu
gostaria de ter visto um desenvolvimento maior de personagens como Nick, e seu
pai, o Reverendo Martin, que tinham tudo para se tornar um grande drama
familiar, porém não aconteceu. Isso me deixou frustrada. O livro de certa forma
é bom, e a escrita colabora muito pra isso, pois ela é viciante, você consegue
ler facilmente em três dias (dependendo do seu ritmo e sua disponibilidade de
tempo), só que o que realmente me fez dar apenas três estrelas, é o fato do
enredo ser mais do mesmo e uma junção de várias histórias que no final não se
comunicaram e não se aprofundaram. No geral, é uma boa leitura para passar o
tempo.

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