RESENHA/IMPRESSÃO: O Homem de Giz

by - maio 30, 2019


Livro: O HOMEM DE GIZ

Resenha/Impressão⭐⭐⭐
Editora: INTRÍNSECA
Autora: C. J. Tudor
Páginas: 272 – 2018

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- “Nem sempre o que nos molda são as nossas realizações, e sim as nossas omissões. Não necessariamente as mentiras, apenas as verdades que não dizemos.”
                  Página 138

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Em meados de 1986, um crime brutal abala a cidade de Anderbury, no interior da Inglaterra. E o que mais choca nisso tudo, é que crianças tenham encontrado o cadáver esquartejado da garota espalhado pelo bosque. O que não sabemos nesta história é que a ligação dessas crianças com os desenhos de homens de giz que indicam o caminho até as partes despedaçadas da garota. As crianças passam a ser peças de um quebra-cabeças cheio de omissões e culpas. Precisamos porém, voltar para onde tudo começou, para entender este mistério que os atormenta até os dias de hoje.

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Durante as férias de verão os amigos, Gav Gordo, Mickey Metal, Eddie Monstro, Hoppo e Nick, passam a maior parte dos dias se divertindo, andando de bicicleta e criando mensagens em códigos através de desenhos de homens de giz nas calçadas. Cada um deles possui uma cor de giz para indicar quem está chamando, ou marcando a reunião. Pouco antes das aulas recomeçarem, os amigos vão à uma feira para se divertir nos brinquedos e um terrível acidente coloca a vida de muitas pessoas em risco. O brinquedo Twister quebra, provocando mortes e deixando pessoas gravemente feridas. Eddie presencia tudo e fica em estado de choque até que se vê obrigado a ajudar um homem estranho e terrivelmente esquisito que tenta socorrer uma garota que foi parcialmente dilacerada por metais soltos do brinquedo.
Após alguns dias Eddie descobre que aquele homem estranho será o novo professor de inglês da escola, conhecido como Sr. Halloran.

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O livro passa simultaneamente em 1986 e 2016, e é contado à partir do ponto de vista de Eddie, hoje um adulto , professor de inglês da escola onde o mesmo estudou. Eddie não é casado, continua morando na mesma casa de sua infância e possui uma inquilina muito mais nova, e um tanto excêntrica, chamada Chloe. Esta, veremos mais à frente, que desempenha um papel um tanto estranho e sombrio na trama.
Basicamente não se pode ser dito muito sobre o livro sem revelar algum spoiler, porém apesar de a autora ter uma escrita fluída e gostosa, o  enredo do livro não é uma coisa inovadora, na verdade, parece mais um rascunho superficial de It – a Coisa, e outras obras de suspensa/terror que envolvem crianças, porém, sem o elemento “sobrenatural”. O que fica marcado aqui na verdade é a humanização da obra, uma série de eventos e escolhas que os protagonistas fazem, os levam a determinadas situações, porém isso se mostra em forma de coincidências bizarras e forçadas, acompanhadas de atitudes grotescas. Talvez isso se deva à falta de desenvolvimentos dos demais personagens, fazendo com que eles se tornem fracos e rasos, sendo que, tinham tudo para serem melhor desenvolvidos e aproveitados.

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Tais justificativas me incomodam um pouco, uma vez que apesar de o enredo ser previsível e muito cronometrado com as “coincidências”, o final em si, aquelas 4 últimas páginas finais, me deixaram realmente impactada.
Eu gostaria de ter visto um desenvolvimento maior de personagens como Nick, e seu pai, o Reverendo Martin, que tinham tudo para se tornar um grande drama familiar, porém não aconteceu. Isso me deixou frustrada. O livro de certa forma é bom, e a escrita colabora muito pra isso, pois ela é viciante, você consegue ler facilmente em três dias (dependendo do seu ritmo e sua disponibilidade de tempo), só que o que realmente me fez dar apenas três estrelas, é o fato do enredo ser mais do mesmo e uma junção de várias histórias que no final não se comunicaram e não se aprofundaram. No geral, é uma boa leitura para passar o tempo.


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