RESENHA/IMPRESSÃO: Anne de Green Gables
Livro: ANNE DE GREEN
GABLES
Resenha/Impressão– ⭐⭐⭐⭐⭐
Editora: PEDRAZUL
EDITORA
Autora: LUCY MAUD
MONTGOMERY
Páginas: 236 – 3ª Edição
- 2019
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“ ...Pois pagamos um preço por tudo que
adquirimos neste mundo; embora as ambições valham a pena, certamente não serão
obtidas a um custo baixo, mas irão exigir seu preço de trabalho e abnegação,
ansiedade e desânimo.”
Página 218
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Em
tantos anos como leitores, posso assegurar que NUNCA, um livro me fez sentir
tantas emoções ao mesmo tempo. De uma leitura simples e fluida, ingênua e ao
mesmo tempo tão madura a autora nos trás diversos questionamentos a respeito da
vida. O que fazemos para os outros, sem esperar nada em troca? Estamos sendo humanos
o suficiente? Estamos dando o nosso melhor, pelo meio onde vivemos?
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O
Livro é ambientado em Avonlea na
Ilha do Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá, no fim do século XIX, e conta as peripécias
e aventuras da órfã Anne Shirley, de apenas 11 anos, que por um engano, é
enviada para Green Gables, aos cuidados dos irmãos, Marilla e Matthew Cuthbert.
Os irmãos tencionavam adotar um menino, para que servisse que ajudante de
Matthew na lida da fazenda, pois este já se encontrava em idade avançada, e a
lida do campo era muito pesada para ele sozinho. Anne quase fora rejeitada
pelos irmãos, Cuthbert, pois eram pessoas muito tímidas e isoladas, não pretendiam
ter por perto uma criança para finalidade de envolvimento afetuoso. Mas como que
por Providência Divina, como afirma apropria Marilla em um determinado ponto da
história, receberam uma meiga e tagarela menininha ruiva, que mudou suas vidas
inteiramente.
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Me
vi fazendo questionamentos a mim mesma, de o quanto o ser humano pode ser
egoísta. Anne era uma menina que vinha de um passado sofrido. Nunca conhecera
de fato um lar, mas acreditava com todas as suas forças e com toda sua ingenuidade,
que as pessoas que a acolheram antes de chegar a Green Gables, estavam fazendo
o melhor que podiam por ela. Anne não tinha outra concepção de vida a não ser
trabalhar para as famílias que a acolheram como forma de “agradecimento” pelo
teto e pelo alimento que lhe era dado. Nunca conhecera o amor maternal, ou
qualquer outra forma de amor, até a sua feliz chegada a Avonlea. Uma menina
simples e brilhante, inteligente, bastante madura para a pouca idade que tinha,
e ansiosa por se fazer útil a quem precisasse. Arredia e teimosa, pois não havia
recebido educação adequada, encontrou nos irmãos Cuthbert, a família que sempre
desejara. Ou foram eles que encontraram em Anne, o alívio para suas vidas
sofridas?
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Com
toda certeza este livro me marcou profundamente, e entrou para o hall dos
MELHORES DA VIDA, não só pelo aprendizado contido nele, mas também pela leveza
de espírito da personagem principal, Anne Shirley. Recomendo a quem desejar ler
esta obra, que a leia de coração aberto, e receba cada ensinamento que Anne tem
pra todos nós!
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“Que dia
esplêndido!...Não é simplesmente maravilhoso estar viva num dia como este?
Compadeço-me das pessoas que ainda não nasceram por perderem-no. Claro que
terão dias bons, mas nunca poderão ter este de hoje...”
Anne
Shirley, página 82

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