RESENHA/IMPRESSÃO: Anne de Green Gables

by - julho 12, 2019



Livro: ANNE DE GREEN GABLES


Resenha/Impressão⭐⭐⭐⭐⭐
Editora: PEDRAZUL EDITORA
Autora: LUCY MAUD MONTGOMERY
Páginas: 236 – 3ª Edição - 2019

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 “ ...Pois pagamos um preço por tudo que adquirimos neste mundo; embora as ambições valham a pena, certamente não serão obtidas a um custo baixo, mas irão exigir seu preço de trabalho e abnegação, ansiedade e desânimo.”
                                               Página 218

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Em tantos anos como leitores, posso assegurar que NUNCA, um livro me fez sentir tantas emoções ao mesmo tempo. De uma leitura simples e fluida, ingênua e ao mesmo tempo tão madura a autora nos trás diversos questionamentos a respeito da vida. O que fazemos para os outros, sem esperar nada em troca? Estamos sendo humanos o suficiente? Estamos dando o nosso melhor, pelo meio onde vivemos?

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O Livro é ambientado em Avonlea na Ilha do Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá, no fim do século XIX, e conta as peripécias e aventuras da órfã Anne Shirley, de apenas 11 anos, que por um engano, é enviada para Green Gables, aos cuidados dos irmãos, Marilla e Matthew Cuthbert. Os irmãos tencionavam adotar um menino, para que servisse que ajudante de Matthew na lida da fazenda, pois este já se encontrava em idade avançada, e a lida do campo era muito pesada para ele sozinho. Anne quase fora rejeitada pelos irmãos, Cuthbert, pois eram pessoas muito tímidas e isoladas, não pretendiam ter por perto uma criança para finalidade de envolvimento afetuoso. Mas como que por Providência Divina, como afirma apropria Marilla em um determinado ponto da história, receberam uma meiga e tagarela menininha ruiva, que mudou suas vidas inteiramente.

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Me vi fazendo questionamentos a mim mesma, de o quanto o ser humano pode ser egoísta. Anne era uma menina que vinha de um passado sofrido. Nunca conhecera de fato um lar, mas acreditava com todas as suas forças e com toda sua ingenuidade, que as pessoas que a acolheram antes de chegar a Green Gables, estavam fazendo o melhor que podiam por ela. Anne não tinha outra concepção de vida a não ser trabalhar para as famílias que a acolheram como forma de “agradecimento” pelo teto e pelo alimento que lhe era dado. Nunca conhecera o amor maternal, ou qualquer outra forma de amor, até a sua feliz chegada a Avonlea. Uma menina simples e brilhante, inteligente, bastante madura para a pouca idade que tinha, e ansiosa por se fazer útil a quem precisasse. Arredia e teimosa, pois não havia recebido educação adequada, encontrou nos irmãos Cuthbert, a família que sempre desejara. Ou foram eles que encontraram em Anne, o alívio para suas vidas sofridas?

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Com toda certeza este livro me marcou profundamente, e entrou para o hall dos MELHORES DA VIDA, não só pelo aprendizado contido nele, mas também pela leveza de espírito da personagem principal, Anne Shirley. Recomendo a quem desejar ler esta obra, que a leia de coração aberto, e receba cada ensinamento que Anne tem pra todos nós!

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“Que dia esplêndido!...Não é simplesmente maravilhoso estar viva num dia como este? Compadeço-me das pessoas que ainda não nasceram por perderem-no. Claro que terão dias bons, mas nunca poderão ter este de hoje...”
               Anne Shirley, página 82

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