RESENHA/IMPRESSÃO: O Moro dos Ventos Uivantes
Livro: O MORRO DOS VENTOS UIVANTES
Resenha/Impressão– ⭐⭐⭐⭐⭐
Editora: @novafronteira
Autora: EMILY BRONTË
Páginas: 368 – 2017 – COLEÇÃO CLÁSSICOS PARA TODOS
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Começar a falar sobre O MORRO DOS VENTOS UIVANTES se tornou um tanto complicado pra mim, depois da releitura que fiz junto com a Kennya do @garimpandosebos para o #quebrandooclassico
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Durante muito tempo tive este livro como o romance mais amado da minha estante, porém, quando li a primeira vez, eu tinha meus 15 anos, e uma mentalidade ainda em formação.
De certo nesta releitura pude observar o quão rica esta obra é, o quanto trata temas delicados, e tão atuais, e confesso me senti em um choque tremendo pois tudo o que eu idealizava deste até então "romance" foi estilhaçado em mil pedaços.
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Não há duvidas que o livro é extremamente rico e bem escrito, Seus personagens são tão densos e profundos que você consegue sentir como se estivesse conversando com todos eles, e ouvindo tudo de suas próprias bocas. Os primeiros e últimos capítulos são contados da perspectiva do inquilino da Granja da Cruz dos Tordos, o Sr. Lockwood, e a história principal do livro é narrada por Ellen Dean (nossa Nelly) que é a empregada da Granja no momento.
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Além da história de "amor proibido" do cigano Heathcliff e Catherine Earnshaw/Linton, que é relatada por Nelly, beira as raias da loucura, destruindo tudo e todos ao redor deles, podemos identificar coisas que para o contexto da época pareciam ser "comuns" porém que Emily Brontë enfatiza de forma a alertar sobre tais condutas.
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Dentro do mesmo livro encontramos, racismo, violência contra a mulher, violência contra criança/adolescente, e até negligência médica.
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Não restam dúvidas de que é um livro envolvente desde a primeira página, com um história que nos desperta um misto de ódio e "ranço", que nos faz duvidar se chegaremos ao final do livro satisfeitos, porém posso afirmar que o que nos satisfaz é a narrativa extremamente elabora que Emily Brontë desenvolveu nesta sua obra-prima.
Super valeu a releitura e me senti como se meus olhos tivessem sido abertos pra uma realidade tão velha e tão atual.
Resenha/Impressão– ⭐⭐⭐⭐⭐
Editora: @novafronteira
Autora: EMILY BRONTË
Páginas: 368 – 2017 – COLEÇÃO CLÁSSICOS PARA TODOS
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Começar a falar sobre O MORRO DOS VENTOS UIVANTES se tornou um tanto complicado pra mim, depois da releitura que fiz junto com a Kennya do @garimpandosebos para o #quebrandooclassico
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Durante muito tempo tive este livro como o romance mais amado da minha estante, porém, quando li a primeira vez, eu tinha meus 15 anos, e uma mentalidade ainda em formação.
De certo nesta releitura pude observar o quão rica esta obra é, o quanto trata temas delicados, e tão atuais, e confesso me senti em um choque tremendo pois tudo o que eu idealizava deste até então "romance" foi estilhaçado em mil pedaços.
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Não há duvidas que o livro é extremamente rico e bem escrito, Seus personagens são tão densos e profundos que você consegue sentir como se estivesse conversando com todos eles, e ouvindo tudo de suas próprias bocas. Os primeiros e últimos capítulos são contados da perspectiva do inquilino da Granja da Cruz dos Tordos, o Sr. Lockwood, e a história principal do livro é narrada por Ellen Dean (nossa Nelly) que é a empregada da Granja no momento.
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Além da história de "amor proibido" do cigano Heathcliff e Catherine Earnshaw/Linton, que é relatada por Nelly, beira as raias da loucura, destruindo tudo e todos ao redor deles, podemos identificar coisas que para o contexto da época pareciam ser "comuns" porém que Emily Brontë enfatiza de forma a alertar sobre tais condutas.
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Dentro do mesmo livro encontramos, racismo, violência contra a mulher, violência contra criança/adolescente, e até negligência médica.
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Não restam dúvidas de que é um livro envolvente desde a primeira página, com um história que nos desperta um misto de ódio e "ranço", que nos faz duvidar se chegaremos ao final do livro satisfeitos, porém posso afirmar que o que nos satisfaz é a narrativa extremamente elabora que Emily Brontë desenvolveu nesta sua obra-prima.
Super valeu a releitura e me senti como se meus olhos tivessem sido abertos pra uma realidade tão velha e tão atual.

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